BDS Brasil

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BDS Brasil é uma coalizão de ativistas de direitos humanos que advogam por uma Palestina livre e independente.

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O QUE É O MOVIMENTO BDS? O Movimento global BDS (Boicote – Desinvestimento – Sanções) é uma plataforma informal de ativistas, grupos sociais e organizações que, a nível mundial, coordenam os seus esforços, em resposta ao Apelo lançado pela sociedade civil palestina, para pressionar Israel a cumprir com o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Para proporcionar um espaço para informação, análise e troca de idéias e de experiências para todos os participantes do Movimento, foi criado o website http://www.bdsmovement.net, gerido pelo Comitê Nacional Palestino para o BDS. 1. O Apelo da Sociedade Civil Palestina Em 9 de Julho de 2005, 171 organizações representativas dos três segmentos integrantes do povo palestino – os refugiados, os habitantes dos territórios ocupados e os palestinos cidadãos de Israel – incluindo partidos políticos, sindicatos, associações, coligações e outras organizações, subscreveram o seguinte Apelo: “Um ano após a histórica decisão do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) que declarou ilegal o Muro construído em território palestino ocupado, Israel prossegue a construção do Muro, em total desrespeito pela decisão do Tribunal. Trinta e oito anos após a ocupação por Israel da Margem Ocidental (incluindo Jerusalém Oriental), da Faixa de Gaza e dos Montes Golã, Israel continua a expandir os colonatos judaicos. Israel anexou, unilateralmente, as zonas ocupadas de Jerusalém Oriental e dos Montes Golã e está agora a anexar, de facto, grandes porções da Cisjordânia com a construção do Muro. Israel está também a preparar – à sombra da sua retirada da Faixa de Gaza – a construção e expansão de colonatos na Cisjordânia. Cinquenta e sete anos depois de o Estado de Israel ter sido criado em território majoritariamente objeto de limpeza étnica dos seus proprietários palestinos, uma maioria de Palestinos são refugiados, muitos dos quais apátridas. Além disso, o arraigado sistema de discriminação racial de Israel contra os seus próprios cidadãos Árabes-Palestinos permanece intacto. À luz das persistentes violações, por Israel, do Direito Internacional; e Considerando que, desde 1948, centenas de resoluções das Nações Unidas condenaram as políticas colonialistas e discriminatórias de Israel, por ilegais, e reclamaram soluções imediatas, adequadas e eficazes; e Considerando que todas as formas internacionais de intervenção e de construção da paz não conseguiram convencer ou forçar Israel a cumprir as leis humanitárias, a respeitar os direitos humanos fundamentais e a pôr fim à sua ocupação e opressão do povo da Palestina; e Tendo em vista que consciência popular da comunidade internacional tem, historicamente, abraçado a responsabilidade moral de combater a injustiça, como exemplificado na luta pela abolição do apartheid na África do Sul através de variadas formas de boicote, desinvestimento e sanções; e Inspirados pela luta do povo da África do Sul contra o apartheid e dentro do espírito da solidariedade internacional, da coerência moral e da resistência à injustiça e à opressão, Nós, representantes da sociedade civil Palestina, apelamos às organizações da sociedade civil internacional e à consciência dos povos em todo o mundo, para imporem amplos boicotes e implementar iniciativas de desinvestimento contra Israel semelhantes às aplicadas à África do Sul no tempo do apartheid. Apelamos a que pressionem os seus respectivos Estados para que imponham embargos e sanções contra Israel. Convidamos, também, os Israelenses conscienciosos a apoiar este Apelo, a bem da justiça e da paz verdadeira. Estas medidas punitivas não-violentas devem ser mantidas até que Israel cumpra a sua obrigação de reconhecer o direito inalienável do povo Palestino à autodeterminação e cumpra plenamente com os preceitos do Direito Internacional: 1. Pondo termo à ocupação e colonização de todos os territórios árabes e desmantelando o Muro; 2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos Árabes-Palestinos de Israel à plena igualdade; e 3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados Palestinos ao regresso às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 da ONU.” Este Apelo foi adoptado, em 13 de Julho de 2005, pela “Conferência das Nações Unidas da Sociedade Civil Internacional pela Paz no Médio Oriente”, realizada em Paris. 2. O Boicote Embora as campanhas de boicote sejam avaliadas em função do seu impacte econômico, o seu sucesso é, também, determinado pela sua capacidade para modificar a opinião e as posições políticas. Uma campanha é avaliada pelo seu impacto econômico, pela sua exposição nos meios de comunicação, pela mudança do discurso da opinião pública no que respeita à compreensão da luta do povo palestino e pelo impacte psicológico sobre o ofensor quanto à inaceitabilidade da sua conduta. O boicote pode assumir, nomeadamente, as seguintes formas: (i) Boicote Acadêmico e Cultural A cooperação acadêmica e cultural reforça a imagem de Israel nos palcos internacionais. Recusando participar em intercâmbios culturais, artistas e instituições culturais de todo o mundo podem enviar a Israel uma mensagem clara de que a sua ocupação e discriminação contra os Palestinos é inaceitável. Em particular, o boicote académico pode ter impacto significativo nas instituições responsáveis por promover as teorias e os conhecimentos necessários para o prosseguimento, por Israel, das suas políticas de ocupação e discriminação. (ii) Boicote ao Consumo Os consumidores individuais podem mostrar a sua oposição aos projectos de Israel participando num boicote ao consumo de produtos e serviços israelitas. O boicote o consumo actua de duas formas: primeiro, criando má publicidade para o ofensor e, depois, exercendo pressão económica para a mudança. (iii) Boicote Esportivo Os acontecimentos desportivos internacionais podem desempenhar um papel importante na construção da imagem de um país no resto do mundo. Um boicote desportivo a Israel enviaria uma mensagem poderosa de que a sua política de ocupação, expulsão e racismo contra os Palestinos são inaceitáveis. 3. O Desinvestimento O objetivo desta iniciativa é encorajar indivíduos, instituições financeiras e empresas a abandonar os seus investimentos em Israel para reduzir os lucros da economia israelita de guerra e apartheid. É, também, pressionar empresas que investem em Israel a assumir as suas responsabilidades corporativas não pactuando com a política israelita de discriminação e expulsão do povo palestino e ocupação das suas terras. 4. As Sanções Tendo em conta o nível de dependência de Israel em relação aos mercados globais, especialmente nos sectores de tecnologia e investigação, as sanções a nível nacional, regional ou institucional, podem ser a única forma de pressão eficaz. O objectivo é denunciar as repetidas violações do direito por parte de Israel e pressionar a aplicação de sanções, designadamente nos domínios militar, económico e diplomático, bem como promover a expulsão de Israel de organizações internacionais como as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, a Cruz Vermelha, a Organização Mundial de Comércio ou a OCDE. As sanções podem incidir, designadamente, nos seguintes domínios: (i) Os Acordos de Cooperação A campanha contra os acordos de cooperação com Israel visa os acordos de comércio livre ou preferenciais, de investigação conjunta e de desenvolvimento e projetos ou qualquer outra forma de acordos bilaterais ou multilaterais propostos por Israel. O objetivo é assegurar que Israel não é recompensado pelos seus crimes com um tratamento privilegiado, reduzir os lucros de Israel com as suas políticas de apartheid e ocupação e abrir caminho para um regime de sanções em larga escala. (ii) Os Governos Locais A campanha BDS ao nível dos governos locais e regionais visa cortar todas as relações entre municípios ou conselhos regionais e Israel ao nível cultural, económico e diplomático. Isto pode ser conseguido por meio de deliberações que visem os produtos, as relações institucionais, a cooperação, os investimentos ou outras relações que os governos locais possam ter com Israel. (iii) As Relações Militares O objetivo desta iniciativa é cortar as relações militares com Israel e usar campanhas públicas e o sistema judicial para atingir os criminosos de guerra israelitas e os seus cúmplices fabricantes e negociantes de armas. Importa denunciar o envolvimento de Israel no negócio de armamento e o seu papel na continuação da ocupação, forçando um embargo à compra e venda de armas a Israel. 5. As Instituições Religiosas As instituições religiosas são vistas, em muitas comunidades, como corporizando importantes princípios éticos e morais. A sua atitude em relação a Israel tanto pode legitimar as acções deste Estado, se for de apoio, como pode ajudar a causa palestina, se for de defesa dos direitos humanos. Algumas organizações religiosas têm um peso económico relevante. A sua posição pode ser determinante em campanhas de boicote e desinvestimento. 6. Os Sindicatos O envolvimento dos Sindicatos tem por objectivo a criação de laços com os Sindicatos e comunidades palestinos, evitar que contratos e negócios vão para Israel ou empresas que apoiam Israel e mobilizar os trabalhadores para o apoio a todos os aspectos da campanha BDS. [Vítor Pinto]

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contato: frentepalestinalivreusp@gmail.com

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AÇÃO POR BDS EM SANTO ANDRÉ: ATO EM SANTO ANDRÉ AMANHÃ! O COMITÊ DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO DO ABCDMRR REALIZA UM ATO CONTRA A ASSINATURA DO PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO SANTO ANDRÉ-ISRAEL NESTA TERÇA-FEIRA (DIA 16/12), ÀS 18H30, EM FRENTE À CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ. ÀS 19H, SERÁ ASSINADO O PROTOCOLO NO SAGUÃO DO TEATRO MUNICIPAL. A PRESENÇA NESTE ATO POR BOICOTE A ISRAEL É FUNDAMENTAL! LEVEM BANDEIRAS PALESTINAS E FAIXAS, COMPAREÇAM E DIVULGUEM!!!

Published on 2014-12-15 20:39:43 GMT

Mais uma vitória do BDS no Brasil e no mundo!!! http://www.bdsmovement.net/2014/elbit-systems-loses-key-brazil-deal-12878

Published on 2014-12-03 14:48:12 GMT

Contratos militares entre Brasil e Israel chegam a quase R$ 1 bilhão! Boicote!!! http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/38409/contratos+militares+entre+brasil+e+israel+chegam+a+quase+r$+1+bilhao+revelam+documentos.shtml

Published on 2014-11-07 15:22:46 GMT

Carta aberta à 31ª Bienal de Arte de São Paulo Nós, movimentos sociais e cidadãos em defesa do povo palestino, participantes da campanha BDS Brasil, condenamos a normalização das ocupações conduzidas continuamente por Israel na Palestina. Acreditamos que o apoio cultural do Estado de Israel contribui diretamente para manter, defender e apagar suas violações de leis internacionais e direitos humanos. Assim, apoiamos a manifestação da maioria dos artistas participantes da 31ª Bienal de Arte de São Paulo, inclusive uma israelense, e nos colocamos contra a participação de artistas sionistas em quaisquer eventos, cúmplices da colonização, opressão e apartheid a que está submetido o povo palestino. Como escrevem os artistas em sua carta, “a maioria dos artistas deste evento não apenas mostrou que tem organização ao demandar transparência referente ao financiamento de eventos culturais, mas também levantou a questão fundamental de como o financiamento pode comprometer e minar a razão de existência de seus trabalhos. A luta por autodeterminação do povo palestino se reflete nos trabalhos de muitos artistas e participantes da Bienal, envolvidos com direitos humanos e lutas populares em escala global. A opressão de um é a opressão de todos.” Nos somamos a sua reivindicação e luta.

Published on 2014-09-02 20:00:31 GMT

ARTISTAS DA BIENAL DE SÃO PAULO SE DISSOCIAM DO FINANCIAMENTO DE ISRAEL Nós, a maioria dos artistas e participantes da 31ª Bienal de São Paulo, que nos opusemos a qualquer associação de nossos trabalhos com o financiamento do Estado de Israel, tivemos, hoje, nosso apelo ouvido pela Fundação Bienal de São Paulo. Há uma semana fomos confrontados com o fato de que o Estado de Israel figura como um dos financiadores da exposição como um todo, o que, para a maioria de nós, é inaceitável. Após negociações coletivas, a Fundação Bienal de São Paulo se comprometeu a desassociar claramente o financiamento israelense do financiamento total da exposição. O logo do Consulado de Israel, que havia sido apresentado como patrocinador master do evento, agora será relacionado aos artistas israelenses que receberam aquele apoio financeiro específico. Essa transparência será aplicada a todos os financiamentos nacionais para artistas na Bienal. Nós, artistas e participantes da 31ª Bienal São Paulo, recusamos apoiar a normalização das ocupações conduzidas continuamente por Israel na Palestina. Acreditamos que o apoio cultural do Estado de Israel contribui diretamente para manter, defender e limpar suas violações de leis internacionais e direitos humanos. Os artistas deste evento não apenas mostraram que têm organização ao demandar transparência referente ao financiamento de eventos culturais, mas também levantaram a questão fundamental de como o financiamento pode comprometer e minar a razão de existência de seus trabalhos. A luta por autodeterminação do povo Palestino se reflete nos trabalhos de muitos artistas e participantes da Bienal, envolvidos com direitos humanos e lutas populares em escala global. A opressão de um é a opressão de todos

Published on 2014-09-01 19:37:42 GMT

Carta aberta à Fundação Bienal de São Paulo, Nós, artistas participantes da 31ª Bienal de São Paulo, fomos repentinamente confrontados, a poucos dias da abertura da exposição, com o fato de que a Fundação Bienal de São Paulo aceitou financiamento do Estado de Israel e de que o logo do Consulado de Israel está presente no pavilhão, nas publicações e no website do evento. Enquanto o povo de Gaza retorna aos escombros de suas casas destruídas pelo exército israelense, nós achamos inaceitável receber o apoio cultural de Israel. Ao aceitar esse financiamento nosso trabalho artístico mostrado na exposição está sendo implicitamente utilizado para limpar as continuadas agressões conduzidas por Israel e suas violações da lei internacional e de direitos humanos. Nós recusamos essa tentativa de Israel de normalizar sua presença no contexto deste importante evento cultural brasileiro. Com essa declaração, apelamos à Fundação Bienal que recuse o financiamento e atue sobre a questão antes da abertura da exposição. 1. Agnieszka Piksa 2. Alejandra Riera 3. Ana Lira 4. Andreas Maria Fohr 5. Asier Mendizabal 6. Chto Delat collective: Dmitry Vilensky, Tsaplya Olga Egrova, Nikolay Oleynikov 7. Danica Dakic 8. Débora Maria da Silva and Movimento Mães de Maio 9. Erick Beltran 10. Etcetera... / Federico Zukerfeld/Loreto Garin Guzman 11. Farid Rakun 12. Francisco Casas y Pedro Lemebel (Yeguas del Apocalipsis) 13. Gabriel Mascaro 14. Graziela Kusch 15. Grupo Contrafilé 16. Gulsun Karamustafa 17. Halil Altindere 18. Heidi Abderhalden 19. Imogen Stidworthy 20. Ines Doujak 21. Jakob Jakobsen 22. John Barker 23. Jonas Staal 24. Lia Perjovschi and Dan Perjovschi 25. Liesbeth Bik and Jos van der Pol 26. Lilian L'Abbate Kelian 27. Loreto Garin 28. Luis Ernesto Díaz 29. Mapa Teatro-Laboratorio de Artistas 30. María Berríos 31. Maria Galindo & Esther Argollo, Mujeres Creando 32. Mark lewis 33. Marta Neves 34. Michael Kessus Gedalyovich 35. Miguel A. López 36. Nilbar Güres 37. Otobong Nkanga 38. Pedro G. Romero Archivo F.X. 39. Prabhakar Pachpute 40. Rolf Abderhalden 41. Romy Pocztaruk 42. Ruanne Abou-Rahme Basel Abbas 43. Sandi Hilal and Alessandro Petti 44. Santiago Sepúlveda 45. Sergio Zevallos 46. Sheela Gowda 47. Tamar Guimarães e Kasper Akhøj 48. Thiago Martins de Melo 49. Tiago Borges 50. Tony Chakar 51. Voluspa Jarpa 52. Walid Raad 53. Ximena Vargas 54. Yael Bartana 55. Yonamine